terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Tormenta

Desligo a luz, deito na cama e tento dormir. Em vão. Logo o pensamento parece brilhante o suficiente para iluminar uma cidade. No ouvido o zumbido do seu nome me atormenta. Sinto alguém se encostar, os pés ficam mornos, o corpo se aconchega e logo o braço da saudade me acolhe. Que bom. Meu coração em trapos logo toma mais uma dose viciante do que ele chama de néctar mas na verdade é o beijo do sentimento que acaba de confortavelmente se esticar comigo. No escuro, uma lágrima prateia o ambiente. Não vejo, mas sinto. Sinto o que escorre, o que atormenta, o que pulsa. O que me faz querer dormir. Em vão, já disse. Tateio a mesa de cabeceira em busca do copo d'água que trouxe antes. Dois goles, um calmante, a cidade na cabeça ia se apagando, o zumbido diminuindo, a saudade sutilmente também fechava os olhos, um sonho surgia. Nele, VOCÊ!

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